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Description
O estudo propõe a reflexão sobre currículos e cotidianos a partir da trajetória de uma professora de educação básica e a construção de material didático-formativo, materializado na forma de produto educacional construido na intersecção entre Mestrado Profissional e cotidiano da Educação Básica. A autoria do material coletivo construído por professora e estudantes propõe uma virada epistemológica, que referencia seus saberes nas brechas (WALSH,2016) de um currículo prescritivo, focalizando os arranjos pedagógicos nos fazeres e interações sociais cotidianas da comunidade escolar. A metodologia utilizada revindica o conceito de Escrevivência (EVARISTO,2020) para representar a palavra e o corpo da professora que se desloca à Universidade com as narrativas da Escola, consciente do movimento de reparação no campo da intelectualidade, contribuindo para superação do epistemicídio e elucidando os lugares de poder, bem como as estratégias para questioná-los e reinventá-los numa opção decolonial, que se faz na ação coletiva. O texto focaliza a narrativa a partir dos questionamentos das e dos estudantes de uma turma de 5º ano de uma escola municipal do Rio de Janeiro, acerca das suas identidades e autodeclaração racial. A construção aponta para uma prática pedagógica consciente da possibilidade de promover diálogos desestabilizadores, numa perspectiva que tensiona padrões universalizantes e aponta as diferenças como vantagem pedagógica para construção de uma sociedade mais justa e equânime.Enfocando a fala de um estudante que conclui, que é preciso parar para pensar, para pensar de verdade, propomos que a escola seja espaço para debates, que possibilitm repensar e ressignificar as identidades que circulam dentro e fora do espaço escolar, e que fundamentam a vida.
Palavras-chave
Currículo;Cotidiano;Escrevivência,Produto Educacional, Brechas decoloniais.