Speaker
Description
Entre 1895 e 1940, John Dewey publicou seus principais trabalhos defendendo que o professor deve ensinar visando a emancipação do pensamento crítico do aluno. Por seguinte, os anos 1970 foram marcados pela crítica a pedagogia tradicional, pois, propunha-se uma formação acadêmica complexa, capaz de emancipar o pensamento crítico do discente. Após a aprovação das Leis de Diretrizes e Bases curriculares que coloca a Metodologia Ativa obrigatoriamente na grade curricular, retomou-se os estudos científicos na área. A partir desse contexto, analisou-se que os estudos atuais ganharam um destaque depois de 2015 e raramente mencionam a verdadeira intencionalidade das Metodologias ativas, aliando-a à técnicas de ensino engessadas. O objetivo desta pesquisa é analisar as origens do conceito de Metodologia ativa, em suas raízes onto-epistemológicas e compreender como seu entendimento é construído pela academia de Administração, analisando os elementos acima descritos à luz da teoria de Dewey. Esse estudo crítico qualitativo analisou entre 2019 e 2023, 368 artigos apenas na área de Administração que mencionaram Metodologias Ativas como uma prática de ensino aliada a algum tipo de tecnologia. Houve a indicação de que o docente deve sair do papel principal dentro da sala de aula e transforma o aluno em agente principal, ocultando e limitando o professor a essas várias técnicas de ensino pré-moldadas através de ferramentas que normalmente utilizam a tecnologia. Conclui-se que os estudos sobre metodologias ativas na contemporaneidade foram em suma abordados de forma funcionalista, tecnicista, instrumental, objetiva, simplista, portanto passiva.
Palavras-chave
metodologias ativas; formação de professores; diretrizes curriculares