21–23 Sept 2023 Educação
Unicamp/Campinas
America/Sao_Paulo timezone

Estágio Interdisciplinar de Vivência Quilombola: O papel da Extensão e da pesquisa na educação antirracista

Not scheduled
20m
Centro de Convenções (Unicamp/Campinas)

Centro de Convenções

Unicamp/Campinas

Avenida Érico Veríssimo, 500 Cidade Universitária, Zeferino Vaz - Barão Geraldo, Campinas - SP, 13083-851
Pôster Integração extensão-ensino

Speaker

Dr Lara Luisa Silvas Gomes (IFSC)

Description

“Estágio Interdisciplinar de Vivência Quilombola nas comunidades de Paracatu- MG: O papel da universidade e da pesquisa na educação antirracista; um projeto de extensão que foi desenvolvido na construção de da dissertação de mestrado da Universidade federal de Uberlândia no programa de pós-graduação em educação entre 2016-2018, em Paracatu uma cidade 13 comunidades quilombolas de 75% população preta e parda. O projeto evidencia o papel da universidade no cumprimento de uma das metas da política de extensão e do Plano Nacional de Pós-Graduação e sua contribuição para a justiça social no país diante da necessidade de ampliar os direitos dos quilombolas, inclusive a educação.
A metodologia utilizada foram as rodas de conversas e pesquisa-ação entre a equipe extensionista, o intercâmbio de saberes causou um choque de realidades. Alunos e alunas da UFU envolvidos no projeto manifestaram um misto de curiosidade, indignação, alegria e tristeza. Fomos tomados de inúmeras inquietações, o que nos incentivou a buscar soluções para os problemas sociais apontados pela comunidade. Inspirou-nos, ainda, a escolha pela pesquisa-ação como parte da metodologia investigativa. Essa opção metodológica serviu de ponte para atuação na comunidade, envolvendo todos e todas na tentativa de equalizar os problemas vivenciados pelo racismo institucional. O conceito de Racismo Institucional foi definido pelos ativistas integrantes do grupo Panteras Negras, Stokely Carmichael e Charles Hamilton em 1967, para especificar como se manifesta o racismo nas estruturas de organização da sociedade e nas instituições. Para os autores, „trata-se da falha coletiva de uma organização em prover um serviço apropriado e profissional às pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica‟” (GELEDÉS, 2015, p. 11). Com as ações conseguimos a implementação COMPIR, transporte para estudantes, capacitação de professores da rede educacional da cidade, reabertura de escolas, bolsas permanecias nas universidades e institutos federais da região.

Palavras-chave

Educação antirracista, extensão universitária, pesquisa-ação, quilombolas

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