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O termo Competências Digitais (CD), pode passar a impressão de ser recorrente quando se pensa sobre o uso das Tecnologias Digitais (TD) na Educação mas, na verdade, não é. Tal conceito é pouco investigado no Brasil mesmo que o Ensino Remoto Emergencial (ERE), causado pela pandemia de Covid-19 nos anos de 2020 e 2021, obrigou todo o sistema educacional a migrar para o espaço virtual. Em relato de experiência publicado em 2021, sobre aulas síncronas e assíncronas, verificamos que estudantes de três turmas de graduação em Pedagogia, em uma das disciplinas do 3º ano do curso, foram unânimes em eleger o momento síncrono e em pequenos grupos, mediados pela professora, como a garantia de aprendizagem do conteúdo. Com isso, concluímos que esses estudantes de curso originalmente presencial, na condição do ensino remoto, ainda se mostraram dependentes da explicação oral e síncrona da professora e as TD acabaram por ocupar um lugar de suporte que garantiu o contato entre os participantes. Nesse sentido, corroboramos com autores que entendem a realidade brasileira ainda em fase de alfabetização digital pois as CD exigem do alunado uma compreensão de TD não apenas como suporte e sim com como importante para sua formação enquanto futuro profissional nas diversas áreas do conhecimento. Dessa forma, objetivamos refletir sobre o conceito de CD e suas distinções em relação a outros termos comumente utilizados tais como Alfabetização Digital, Letramento digital e fluência digital. A metodologia da pesquisa é bibliográfica e compreende as CD como conhecimentos, habilidades e atitudes para que as pessoas possam utilizar as TD. No Ensino Superior, é fundamental o desenvolvimento das CD para que possamos avançar em relação ao uso das TD para além do relatado e que os estudantes se sintam preparados para pensar e agir em uma sociedade inserida e dependente das tecnologias digitais.
Palavras-chave
Competências Digitais. Tecnologias Digitais. Ensino Superior.