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A Educação Médica apresenta avanços nos métodos de avaliação da aprendizagem. Diversos instrumentos surgiram e foram discutidos na literatura com ênfase, principalmente, nas avaliações de competências. Há um consenso de que uma avaliação efetiva se faz pela junção de vários instrumentos e em momentos distintos do processo de aprendizagem. É preciso haver coerência entre o instrumento de avaliação e os objetivos da disciplina, bem como, considerar o perfil da disciplina para estabelecer uma forma efetiva de identificar se o estudante alcançou ou não as competências necessárias que lhe permitirão prosseguir no processo de aprendizagem. Para além da definição do instrumento adequado, é preciso também atentar-se para a qualidade do instrumento, a confiabilidade, a metodologia de aplicação e a importância de cada um dos instrumentos na composição da nota final. O curso de Medicina possui 63 disciplinas e praticamente 70% delas utilizam a prova teórica como instrumento de avaliação cognitiva e, considerando o alto índice de disciplinas que fazem uso desse instrumento, as avaliações tornam-se heterogêneas e nem sempre refletem o nível de aprendizado pretendido. Assim, implantou-se na FCM a partir de 2023, projeto de avaliação centralizada iniciado pelas provas teóricas e em seguida com os demais instrumentos de avaliação. A estratégia adotada para a qualificação dessas provas foi pautada em itens pré-definidos que foram discutidos com os coordenadores das disciplinas. Os critérios apresentados nos sistemas de avaliação foram revistos, o método de aplicação da prova que é on-line pela Plataforma Moodle passou a ser centralizado, as questões de prova passaram a ser analisadas para uma melhor qualificação. Foram realizadas diversas reuniões de alinhamento de conteúdos entre docentes e estudantes, houve capacitação docente para a elaboração de questões e o cálculo das notas passou a ser centralizado, permitindo uma análise mais precisa do desempenho do estudante ao longo do curso.
Palavras-chave
educação médica, ensino superior, avaliação centralizada